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LOGÍSTICA REVERSA DAS EMBALAGENS DE DEFENSIVOS AGRICOLAS - RAZÕES DO SUCESSO

  • Foto do escritor: Prof. Paulo Roberto Leite
    Prof. Paulo Roberto Leite
  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Nenhuma novidade para aqueles que acompanham as atividades de Sustentabilidade e Logística Reversa a observação sobre a ineficiência dos programas de Logística Reversa na área de pós consumo no Brasil e no resto do mundo. No Brasil, tivemos o lançamento da lei PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. (Logística Reversa - Sustentabilidade e Competitividade,2017 cap.10)

  Suas diretrizes, baseadas na experiencia europeia são muito bem elaboradas com detalhes em seu conteúdo que merecem todas as boas menções. No entanto, como já apontado em diversos artigos meus, a sua execução, principalmente quando a responsabilidade está à cargo das empresas envolvidas, até então revelam, em geral, resultados muito insuficientes de eficácia, salvo algumas poucas exceções.

A PNRS dedicou-se originalmente a envolver os setores de embalagens de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos e componentes. Posteriormente à lei foram introduzidos diversos outros setores

O caso das embalagens de agrotóxicos é um sucesso em sua realização apresentando desde cedo um programa de Logística Reversa completa, com a inclusão do reaproveitamento do plástico de suas embalagens. Este caso é antológico na Logística Reversa e foi reproduzido em várias edições de meus livros. (Logística Reversa – Meio Ambiente e Competitividade, 2009 pag. 147); (Logística Reversa - Sustentabilidade e Competitividade, 2017 pag.206).

O programa de Logística Reversa das embalagens de defensivos agrícolas vem sendo trabalhado pelo pool de empresas, mesmo antes da publicação da PNRS, inclusive dando-lhe exemplo como piloto de atividades. O programa evoluiu muito após a criação do INPEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) em 2001.

A dificuldade enfrentada pelo setor nessa época foi a necessidade de estruturar toda a cadeia de logística reversa em locais logisticamente adequados em regiões interioranas para a coleta, transporte, armazenamento e posteriormente reaproveitamento dos plásticos de PEAD constituinte de suas embalagens, sem antes passar por um tratamento inicial de lavagem.

O INPEV garantiu a rede de reaproveitamento dos plásticos constituintes das embalagens, o PEAD, transformando-os em tubos para esgoto, conduítes elétricos, vasilhames para óleo  lubrificante, caixas de bateria automotiva, entre outros produtos.

Desta forma fica muito claro que o envolvimento das empresas, inclusive por muito tempo financiando o programa, a atenção dada a todas as etapas do retorno dos retornados. Esta participação ativa empresarial, a meu ver, é uns pontos mais importantes nesse caso. O domínio dos fluxos de entrega e de retorno dos produtos, o cuidado dado na comercialização dos produtos vinculando-os ao retorno correto, a dedicação à fase anterior de lavagem das mesmas durante o processo de utilização, entre outros aspectos garantiu o sucesso de um retorno perto de 100% das embalagens que são entregues ao mercado rural.

Muito se ganharia em outros setores com a observância das práticas deste setor, buscando adaptá-las às suas próprias na logística reversa, assim como na fase de reaproveitamento, o que certamente melhoraria muito a sua participação na sustentabilidade ambiental.

Pode-se utilizar as práticas de “Benchmarking”, muito comum nas áreas empresariais modernas. É o processo de avaliar os processos, produtos e serviços de outra organização para medir e comparar o desempenho e identificar as melhores práticas. Isso permite que a empresa aprenda com os métodos e resultados obtidos pela empresa estudada.



 
 
 

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