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A RECICLAGEM DE PLÁSTICOS COMUNS E A POSTERGAÇÃO DA POLUIÇÃO GERADA.

  • 17 de fev.
  • 3 min de leitura

A notícia que colocamos no site diz: “MMA abre consultas públicas para avançar na regulamentação da logística reversa de embalagens plásticas”.

Sabemos que a maior parte das embalagens plásticas é constituída por plásticos comuns (PE, PP, PVC etc.) ou fazem parte de suas composições.

Em diversos artigos anteriores chamamos a atenção para movimentos criados nos Estados Unidos, denunciando de marketing enganoso nos últimos 70 anos as empresas envolvidas com a produção de resina, transformadores de plásticos comuns e comerciantes. O movimento tem como referência muitas pesquisas evidenciando a inviabilidade de reciclagem repetitiva desses plásticos até o presente momento.

A principal referência nesse sentido, e que aparentemente encabeça esse movimento, é o Center For Climate Integrity, que publicou um volumoso artigo sobre as suas pesquisas em 2024: “The Fraud of Plastic Recycling” – (A Fraude da Reciclagem de plásticos”), com dados coletados desde 1950 sobre o comportamento mercadológico e publicitário das empresas petroquímicas, indústrias de plástico, comerciantes e suas associações nos Estados Unidos. 

Parece que muitos ainda não se convenceram e tratam da coleta urbana dos plásticos como se o problema assim se resolvesse. No entanto, embora se possa ter uma coleta correta e em quantidades adequadas, o que é muito difícil de se encontrar em diversos países, o problema se revela na fase de reciclagem industrial e no  reaproveitamento subsequente desses plásticos por diversas vezes.

O que acontece com os plásticos comuns é que uma pequena porcentagem daquilo que é coletada é submetido à reciclagem mecânica, sendo uma pequena parte reaproveitada para aplicação em usos que não exigem a mesma qualidade inicial. No entanto, estes novos plásticos assim produzidos não resistem a uma nova reciclagem, indo diretamente para o lixo comum.

Exceções já comentadas anteriormente quando o reciclado não sofrerá mais processos de reciclagem, como é o caso de reaproveitamento em construção civil ou sistemas semelhantes, ou ainda, quando são utilizados como aglomerados prensados, madeiras plásticas por exemplo.

Observadas essas exceções, entre outras, vê-se que se trata de uma simples postergação para que uma grande quantidade de plásticos comuns sejam destinados aos aterros sanitários ou lixões. Por outro lado sabemos que existe uma decisão natural do mercado de reciclados que identifica estas especificidades, resultando nas crescentes quantidades de poluição e quantidades enviadas para aterros sanitários.

  Solução de curto prazo não existe, enquanto não houver novos materiais que substituam adequadamente os plásticos comuns, mas pode-se esperar, enquanto estes novos materiais não estejam economicamente viáveis, que uma regulamentação mais definitiva sobre sua atualização, levando em conta estas evidências.

Cabe, a meu ver, às autoridades governamentais, exigir progressos de todas as empresas envolvidas e fomentá-los no sentido da busca de novos materiais e ao mesmo tempo encontrar meios contributivos para que os custos do não reaproveitamento sejam incorporados ao custo dos produtos em todas suas fases, de forma a tornar seus custos mais próximos da realidade competitiva com outras soluções de embalagens, pois atualmente é a sociedade que arca com estes custos.

É de se estranhar que autoridades no mundo inteiro, empresas envolvidas com estes plásticos, fabricantes de resinas, transformadoras em produtos, comerciantes em geral, com raras exceções, após tanto tempo, desde os anos de pós guerra (1945 em diante), quando se iniciam as grandes produções de plásticos comuns, não se aperceberem que os resíduos de plásticos, só tendem a aumentar exponencialmente, poluindo todos os mares e terrenos baldios, além de causarem inúmeras consequências negativas para a sua remoção nos grandes centros urbanos!!!!

O que temos assistido é uma serie de ações protelatórias que não tendem à uma direção para a mitigação de um problema que aflige a toda a sociedade mundial


 
 
 

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