EMBALAGEM DESCARTÁVEL OU RETORNÁVEL? O EXEMPLO DA COCA COLA É TENDÊNCIA?

      A indústria da embalagem no mundo moderno participa fortemente do conteúdo do PIB de seus países tendo seus produtos se desenvolvido no sentido de garantir ao mercado as funções de contenção, de comunicação e de movimentação.

        Importante conteúdo tecnológico e de novos materiais têm sido introduzidos no segmento de embalagens para torná-las mais leves, transparentes, seguras e baratas, melhorando a promoção dos produtos, aumentando a vida do produto na prateleira dos pontos de venda (shelf life), adaptando-as aos novos hábitos da sociedade moderna e facilitando as condições de distribuição física.

      Se de um lado estes avanços contribuem para maior conforto do cidadão por outro promovem gradativo aumento da descartabilidade das embalagens, gerando problemas pelo seu excesso ou contaminação que necessita de equacionamento de destinação de seus produtos descartados através da Logística Reversa de Pós-Consumo.

  • Embalagens Primárias ou de Contenção são embalagens que estão em contato direto com o produto. Requerem, portanto, o projeto do material constituinte, de suas dimensões logísticas, dos aspectos estéticos, mercadológicos e tecnológicos de sua utilização, entre outros cuidados.

  • Embalagens secundárias ou de apresentação são embalagens que reúnem certo número de embalagens primárias visando adaptação à comercialização de quantidades múltiplas, adequando-se ao transporte e à distribuição física dos produtos.

  • Embalagens de unitização ou logística são embalagens de reunião de embalagens secundárias visando principalmente à movimentação, armazenagem e ao transporte na distribuição dos produtos.

Sob o ponto de vista de sua vida util e da Logística Reversa todos estes tipos de embalagens podem ser retornáveis e descartáveis.

  • Embalagens descartáveis são utilizadas somente uma vez e descartadas em seguida, tornando-se um produto de pós-consumo na visão da Logística Reversa. Vasilhames de bebidas, copos de plástico, latas de alumínio ou ferro, caixas de  papelão, etc., são exemplos desta categoria.

  • Embalagens retornáveis são utilizadas diversas vezes sendo o seu retorno considerado como um produto de pós-venda. Vasilhames de vidro, embalagens metálicas para gases, contêineres, caixas plásticas, etc.. são exemplos desta categoria. 

        Uma prodigiosa quantidade de embalagens descartáveis foram introduzidas no mercado após a segunda guerra mundial com as grandes descobertas de plásticos e de outros materiais de diversas naturezas, por suas vantagens de redução de custos de manufatura, possibilidades de conformação e adaptação às necessidades modernas destes produtos, aumento do tempo de prateleira (shelf life) e, talvez um dos aspectos mais importantes, propiciando apreciáveis reduções em custos de transportes devido à redução de peso e inexistência dos diversos custos incorridos em seu retorno.

        Nas últimas décadas a produção de embalagens descartáveis cresce exponencialmente trazendo consigo um enorme desequilíbrio, com raras exceções, entre as quantidades de embalagens descartadas e o seu retorno ao ciclo produtivo, originando-se excessos “visíveis” em locais inadequados, ocasionando o que tenho chamado de “poluição ambiental por excesso”, com danos conhecidos para a sociedade cada vez mais urbanizada.

       A decisão de adoção de embalagem descartável ou retornável baseia-se na comparação de custos totais incorridos pelo uso de cada tipo. Esta análise considera, via de regra, os custos de investimento inicial em cada tipo de embalagem; o número de viagens possíveis; o peso das embalagens; os custos de transporte por viagem; os custos de transporte e operacionais de administração do retorno das retornáveis, os custos de verificação, manutenção ou de higienização, entre outros.

 

           Quanto à questão deste artigo, parece que em muitos casos esta decisão tem favorecido às embalagens retornáveis, devido à inserção dos custos de equacionamento da Logística Reversa das embalagens descartáveis. Os novos tempos têm mostrado que a equação de custos muda quando se introduz os custos de coleta – armazenamento – tratamento – reaproveitamento dos materiais, entre outros, exigindo de empresas reflexão sobre os custos totais, além dos “custos intangíveis” como o de imagem de responsabilidade sobre a sustentabilidade ambiental.

      O tempo dirá se o exemplo da coca-cola e de outras empresas do setor é uma tendência para os vasilhames de vidro. O cidadão precisará ser rehabituado como responsavel pela troca da embalagem, o que exigirá tempo e comprometimento ambiental??

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